Mural do Mês / Abril
Wednesday May 16, 2012 às 17:14 | Arquivado em: Fotos, Mural do Mês

Eu sempre fui um fracasso em tags. Inauguro uma na maior empolgação, mas quando postar determinado assunto se torna uma obrigação, tudo perde a graça. Com desafios de fotos (tipo o Desafio dos 50 Dias) sou igualmente rebelde. Até tento, mas lá pelo décimo terceiro dia fico com preguiça de prosseguir. Ao invés de pouco comprometida, prefiro pensar que sou inconstante e estou sempre a procura de algo novo para quebrar a rotina. Afinal de contas, acredito que as fotos devem nascer e momentos bacanas e não de uma obrigação, não é?

Por isso inauguro uma tag nova que acredito que vou conseguir seguir: a mural do mês. O objetivo é anexar todas as fotos interessantes que tirei durante o mês e fui postando no meu Molo (com o Molo.Me voltei a tirar fotografias a todo instante. No começo achei que iria ser ‘amor de verão’ mas ja uso o app tem bastante tempo e continuo firme e forte!). Facinho, facinho: se tirei fotos as mais interessantes entram, se não tirei não tem tag. Não é possível que eu vá falhar dessa vez, né?

Abril teve muuuita foto, tentei escolher as 12 melhores. Destaque para eu toda produzida anos 50 para as fotos que vão compor meu convite de formatura \o/



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Sobre: Síndrome da Mulher-Maravilha
Monday May 14, 2012 às 14:43 | Arquivado em: Desabafo, Reflexão

Mulher-Maravilha (em inglês Wonder Woman) é uma super-heroína de histórias em quadrinhos e desenhos animados da DC Comics. Ela é a princesa de Themyscira (às vezes chamada de Ilha Paraíso), filha da rainha das amazonas, Hipólita. Sua mãe a criou a partir de uma imagem de barro, à qual cinco deusas do Olimpo deram vida e presentearam com superpoderes. Já adulta, foi enviada para o “mundo dos homens” para espalhar uma missão de paz, bem como lutar contra o deus da guerra, Ares. Tornou-se integrante da Liga da Justiça, assim como Superman e Batman. Wikipédia

Por: Wisdom - Justice and Love

O mundo moderno nos fez independes. Nós “queimamos o sutiã” e agora somos donas dos nossos carros, dos nossos telefones, do que comemos e, às vezes, até de quem deveria mandar na gente. Nós lavamos, passamos, cozinhamos, somos amigas, confidentes, chefes, empregadas, namoradas, esposas, mães e às vezes mães do namorado também. E o que era pra ser bom, para ser visto como uma conquista acabou tornando-se fonte de inesgotável dor de cabeça. Quer saber por quê? Vou explicar.

Os tempos modernos nos levaram a sermos a Mulher de Aço (e antes que os geeks de plantão comecem, eu sei que a Mulher de Aço é diferente da Mulher maravilha!). Nós construímos casas, demolimos prédios, fechamos acordos bilionários, matamos as temíveis baratas e disputamos ações com magnatas do Petróleo. E, em algum lugar no meio dessa evolução, perdemos o prazer de sermos apenas… Mulheres. De nos permitir chorar em um ambiente público, de comprar um chocolate e comer sem culpa, de olhar nosso contra-cheque no final do mês e não nos importar em ter um salário menor porque ele arca com as despesas. Nós perdemos o direito de demonstrar nossos sentimentos para assumir uma postura séria, fechada e dura – características do universo masculino e, por razões históricas, do universo do mercado de trabalho. E a cada vez que deixamos transparecer por um segundo nossa essência, aquilo que nos torna mulheres, nos culpamos porque na nossa nova mentalidade não é isso o que deveríamos ser. Nós deveríamos ser a Mulher Maravilha e salvar a humanidade com nossas pulseiras de aço.

Talvez você esteja pensando “Mas Beca, somos tão capazes quanto os homens. Nós merecemos ganhar um salário compatível ao deles” eu sei e disso não discordo. QI não está relacionado à força muscular, minha gente. Aliás, se formos parar para pensar, em breve dominaremos o mundo nesse aspeto: já parou pra observar a quantidade de homens em uma sala universitária? Ínfima! Mas eu confesso que às vezes é muito mais cômodo ser mulher e talvez você devesse começar a pensar nisso. Ainda que na nossa sociedade os papéis estejam se invertendo, aprecio a condição de sexo frágil e posso até confessar que é realmente o meu lance. Aprecio poder subir na cadeira e gritar porque um inseto que não tem o tamanho do meu polegar está correndo pela cozinha. Aprecio o fato de delegar ao sexo masculino a função de abrir garrafas de vinho ou potes de azeitona, mesmo que eu tenha meios tecnológicos suficientes para fazê-lo sozinha e, muitas vezes, com maior eficiência.

Imagino como não deve ser difícil ser homem. Se nós temos a TPM, a discriminação e pessoas grosseiras que se aproveitam de nossa menor força física para passar a mão no metrô, eles tem o peso de serem os provedores da família, de representarem um porto seguro, de não demonstrarem emoções – caso contrário são ‘bichinhas’ para os amigos -, de terem tudo sob ‘controle’ e de se tornarem alguém para o qual a esposa e filho possam se espelhar e sentir-se protegidos. E nós… Bem, teoricamente devemos ser as compreensivas, donas de casa, passarmos os sermões da mulecada e estarmos sempre gostosas à noite – o que depois de um dia em cima do salto, não é lá muito fácil, confessemos.

Talvez esteja na hora de pararmos de nos cobrar e nos permitirmos voltarmos a sermos mulheres. Esse novo estilo de vida tem prejudicado a nós mesmas. Fazemos tudo de forma que pouco sobra para o sexo masculino em nossas vidas e isso acarreta em homens cada vez menos prestativos… E quando nos deparamos com esses ‘acomodados’ nos queixamos e nos encarregamos de sermos ainda mais: mais desafiadoras, mais agressivas, mais independentes, sem pensar que muitas vezes é a nossa postura que desencadeia esses Homens-Banana.

Esse final de semana estava lendo (finalmente!) Orgulho e Preconceito e uma frase do Sr. Collins chamou minha atenção:

“- Minhas razões para casar são (…). Em segundo lugar, que estou convencido de que isso contribuirá grandemente para a minha felicidade…”. Sr. Collins, Orgulho e Preconceito – Jane Austen. Versão de Bolso, pag. 115.

Acredite ou não, isso era um pedido de casamento. E, apesar de parecer um pouco absurdo, sei que todas nós já trombamos com algum sujeitinho egoísta. “Para me fazer feliz”; “Não quero te perder pois você me faz bem”… A partir daí comecei a tentar entender porque existe esse tipo de homem. Quer dizer, tem algo errado nessa história. Se somos nós as principais responsáveis pela educação de nossos filhos – salvo raras exceções, sejamos sinceros. A mulher educa e o pai passa a mão na cabeça… –, o mais lógico seria apontar nossa própria forma de educar como causa dessa nova sociedade, onde os homens correm quando veem uma barata ao invés de correr atrás dela (acredite, isso existe).

Esse final de semana cheguei à conclusão que temos que parar com a Síndrome da Mulher-Maravilha. Quanto mais tentamos ser, mais nos esquecemos do que éramos e começamos a assumir funções domésticas que antes eram delegadas aos homens. Eles, sem ter o que fazer se tornam acomodados – e nós, ao nos deparar com esse novo exemplar da espécie masculina, tomamos duas atitudes: reclamar e acumular ainda novas funções. No final, só uma coisa é certa: não conseguimos ser, no final das contas, a Mulher Maravilha e acabamos frustradas… Então, por um pequeno momento, voltamos a sermos mulheres: frágeis, com defeitos e qualidades, forças e fraquezas, mas capazes de demonstrar sentimentos e afeições. Não seria melhor tentar logo dosar tudo isso, para uma humanidade mais feliz?



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